Lembranças da infancia…

Aprendi a gostar de eletronica muito cedo, talvez por influencia do meu avô materno que entre outras atividades consertava ap
arelhos eletronicos. Meu primeiro grande feito nesta area aconteceu quando eu tinha 6 anos :), com a ajuda do meu avô constru
i um radio do tipo “galena”, para quem não conhece é um radio primitivo contituido por:

  • Uma bobina espiral que funciona como indutor
  • 2 capacitores sendio um variavel para permitir ajustar a ressonância do indutor e dessa forma escolher a esta&cce
    dil;ão que se deseja ouvir (sintonizar)

  • Um diodo de germanio, vulgo “bigode de gato”, para fazer o papel de retificador de sinais.
  • Fone de ouvido de alta impedancia
  • Antena
    Segue abaixo um diagrama ilustrativo, de como seria um radio desses:

    A parte mais critica para o funcionamento de um radio desses é a antena e a ligação terra, como o radio n&atil
    de;o usa uma fonte de alimentação, ele retira das proprias ondas eletromagnéticas a energia necessaria para fu
    ncionar, por conta disso quanto maior a antena, maior o volume do audio que vc terá nos fones. Eu lembro que a antena do meu
    radinho ficou com mais de 60 metros, na cidade onde nasci não tinha nenhuma estação de radio, e com uma anten
    a menor não se conseguia ouvir nada, esta é uma lembrança muito especial para mim já que é uma d
    as poucas lembranças que guardo do meu avô materno, ele morreu no começo do ano seguinte 🙁

    Espero um dia poder ajudar a Natália montar um desses para brincar, não tem nada mais divertido para uma crian&ccedil
    ;a que construir alguma coisa e vê-la funcionando depois, pelo menos para mim foi uma sensação muito boa ver o
    radinho funcionando, mesmo sem entender direito qual era a função de cada uma daquelas pecinhas que eu estava amarra
    ndo uma na outra (a montagem não exige solda), como dizem é algo que não requer pratica e tão pouco
    habilidade
    , o que permite que qualquer criança desde que orientada faça.

    A minha infância não foi o que eu classificaria de “normal”, mas era muito divertida 🙂

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